Se não conseguir visualizar correctamente esta newsletter clique em INDEVE-review 09

VOLTAR
Implementar a mudança, para além do compromisso

Os exemplos para a motivação dos colaboradores são recorrentes e têm origem na gestão de equipas em âmbito desportivo, que garantem o envolvimento do corpo de atletas de modo a atingir a excelência. Para além da metáfora, o imaginário poderia ser perfeito se na realidade, por exemplo, numa linha de produção, os gestores pudessem ter operadores substitutos sentados num banco à espera de serem chamados ao posto de trabalho. Como tal não existe, podemos falar em:


Envolvimento dos colaboradores: modo de garantir que a equipa evite o estado (imperfeito) por adoção do conceito de propriedade e de pertença.
ou,
Compromisso dos colaboradores: modo para garantir que o estado de perfeição atingido se mantenha; a equipa adota uma integração plena no processo.

Ajuda? Sim, e de que maneira. Mas não é suficiente. Estes estados incorporam uma motivação extrínseca, que atua ao nível dos comportamentos e do mind set na utilização do conhecimento (práticas e rotinas) – este esforço tem que ser contínuo mas tal é insustentável: mudança de paradigmas operacionais, instabilidade emocional e outras, enfim, “não existem operadores no banco...”.

Nas estruturas das organizações o espaço para o desperdício, o erro e a não qualidade, é quase inexistente. O mundo está demasiado competitivo para desalinhamentos grosseiros entre a estratégia desejada para a organização e aquela que existe nas operações. Um mínimo desvio pode ter máximas implicações nas estruturas das organizações e em particular na sua relação com o cliente: o seu fim.

A motivação não pode ser apenas exterior à equipa, tem que ser também interior.

É por isso que as organizações que estiveram envolvidas em processos de mudança de sucesso, não tiveram que esperar muito tempo até começarem a surgir os primeiros sinais de desagregação das novas rotinas. As velhas forças voltam a instalar-se nas pessoas e nos seus comportamentos e nas rotinas.
Então que fazer? Os nossos clientes têm-nos ensinado. E percorrem dois caminhos:

1- preparam e aplicam ferramentas para o envolvimento e o compromisso, aumentando as competências comunicacionais, de gestão, técnicas e comportamentais;

2- implementam programas de Empowerment focados nas equipas, começando pelos seus líderes.

Por vezes vão mais longe. Com estas duas abordagens criam fatores de escala, que se propagam pelas unidades de negócio usando processos de aprendizagem em rolamento. Isto, é, centrando nas equipas do terreno a capacidade de aprender e formar pelas melhores práticas, equipa a equipa.

Este é um princípio de sucesso. E existe?
As empresas com quem temos aprendido falam por elas, a Google, a Apple, a GE, a IKEA, o Grupo PSA (Peugeot-Citroen), Bombardier, entre muitas outras. É preciso mais?

Paulo Sousa

GERAL@INDEVE.PT     
WWW.INDEVE.PT     

Para não receber mais esta newsletter, clique aqui.